Você entregou. Concluiu. Superou a meta. E no segundo seguinte, já estava pensando no que ainda falta.

Essa voz que diz “poderia ter sido melhor”, “outras pessoas fariam mais”, “não é hora de comemorar ainda”, ela não é a sua consciência sendo honesta. Ela é um padrão. Um padrão que foi construído ao longo do tempo e que, em algum momento da sua vida, foi muito útil.

Na Terapia do Esquema, trabalhamos muito com o que chamamos de padrão de autoexigência elevada. Ele não nasce da vaidade. Nasce de uma crença profunda de que o seu valor depende do que você produz. Que você precisa merecer o espaço que ocupa. Que existe um nível de desempenho que, se atingido, finalmente vai ser suficiente.

O problema é que esse nível nunca chega. Porque o padrão se move junto com você.

Cada conquista vira ponto de partida, não de chegada. E você nunca se permite chegar.

O que eu vejo na clínica, com muita frequência, é que esse padrão não se resolve com mais disciplina ou com listas de gratidão. Ele se resolve quando você consegue perceber de onde ele vem, e começa a questionar se ainda faz sentido carregá-lo.

Você não precisa ganhar o direito de existir. E reconhecer isso, mesmo que demore, é o começo de uma relação diferente com você mesma.

Se você quer entender de onde vem essa autocobrança e como interrompê-la,

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Burnout & Sobrecarga